Prenda, a cabrita
No sábado, conhecemos pessoalmente a Prenda, uma cabra com quase 12 dias de vida. Preta do fuço à cauda, com pernas compridas e desajeitadas, e com pelagem e porte saudáveis.
Faceira com o mundo que a circunda, tudo é divertido. Ela pula de um lado pro outro, escala nas costas da mãe, e pede colo pro humano que a cria com leves batidas das tamancas da pata na calça ou canela.
Prenda é o nome que, informalmente, a Gabi a batizou no dia do nascimento. Recebemos um vídeo da cabrita junto à mãe — Brenda, nomeada também pela Gabi. Elas contrastavam ao máximo. Brenda ganhou esse nome para não confundirmos: é a cabra totalmente branca. Artifício mnemônico.
Não tínhamos outra opção que não a de chamar a filha de Prenda.
Em 48h do nosso retorno a Porto Alegre, a Prenda foi assunto algumas vezes. "Já estou com saudades dela", Gabi repetiu algumas vezes. Imaginamos o quanto ela vai ter crescido em novos 15 dias.
Queremos ter alguns animais de criação, mas, sem morar no local, consideramos inviável.
Enquanto isso, vamos nos alegrar como dindos dos criados pelos vizinhos da frente.
Um dos choques culturais notáveis é o da visão protetora que temos, em conflito com a visão despreocupada e até, por vezes, insensível que eles têm. Felizmente, há muito mais pontos positivos no tratamento dado do que negativos, até então.